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domingo, 8 de janeiro de 2012

Sheila na Gig - Abertura

Mitologia
Antiga Deusa do nascimetno e da morte, a figura risonha de Sheila Na Gig, com as duas mãos segurando aberta a sua yoni, adornada muitos portais de igreja até ser derrubada e destruída pelos ofendidos. Os celtas reverenciavam o poder sagrado dos órgãos genitais femininos e usavam esculturas que os representavam para proteção. Sheila Na Gig é retratada aqui como uma bruxa (mulher sábia) em toda a sua glória: caixa torácica de esqueleto, seios secos e caídos, com alguns dentes remanescendo e pouco cabelo, mas vibrante e desafiadora na beleza da sua idade. Essa beleza é direito de toda mulher, que deve reclamá-la. Ela desafia você a olhar para ela, enfrentar o medo de ficar velha e triunfar em sua celebração do que ficará velho e morrerá.
Significado da carta
Sheila Na Gig ri provocantemente para você e a convida a juntar-se a ela na abertura. Está na hora de abrir-se a novas experiências, pessoas, lugares e coisas. É hora de começas novos projetos, forjar novas direções, aventurar-se corajosamente. O universo convida você a sair e brincar. Talvez você tenha precisado limitar a sua energia para lidar com um ferimento, um luto, um final, ou então não tem sentido segurança para abrir-se. Talvez tenha precisado de um tempo de recolhimento, harmonização, concentração no seu íntimo. Sheila Na Gig está aqui para lembrá-la de que um período de concentração é seguido pela expansão e pela abertura. É hora de alimentar a totalidade integrando o que a distensão, a expansão e a abertura trarão.
(O Oráculo da Deusa -  Amy Sophia Marashiinsky)

Ritual de Passagem: Ela chegou!!!!

Certa vez lí num livro que o trabalho de parto é um ritual de passagem e, realmente concordo que essa é a melhor forma de descrever esse momento, tanto para a vida da mãe quanto para esse novo ser que vem chegando...
E o nosso ritual (meu e da Isa) começou ás 3h00 do dia 08 de janeiro de 2012, na primeira noite de uma linda lua cheia, que apesar do céu levemente encoberto, fez questão de se mostrar...
Nesse horário, ainda em casa, minha bolsa se rompeu... É incrível como dizem que, quando chegar o momento nós saberemos... e sabemos mesmo! Em meio a tantas contrações de treinamento, aquela foi diferente: ela anunciava o início do ritual!
Calmamente fui tomar um banho, acordar minha família e seguimos para a Casa de Parto de Sapopemba, que fica há uns 40 minutos de onde moro. Chegamos lá por volta das 4h00, fui examinada e só estava com 1cm de dilatação, logo de cara senti a ameaça da possibilidade de ter que ser encaminhada para o hospital da Vila Alpina... Fui orientada a caminhar para auxiliar na dilatação... Em meio à contrações que iam se intensificando a cada momento, fiquei curtindo a noite e ar fresco, observando as árvores e notando uma magia sobrenatural nelas. Esse foi o momento em que tive uma maior expansão da consciência, pois o nível da dor ainda me permitia isso. Foram diversas sensações e um contato espiritual muito intenso, uma abertura para o que estaria por vir. Nesse momento, só pensava na imagem de "Sheila na Gig" (não lembrava desse nome, claro), mas que é uma deusa da mitologia céltica e representa a "Abertura"... mais tarde fui entender melhor ainda o porque...
Após 4 horas, as dores das contrações me trouxeram para uma vibração mais terrena. Nesse momento estava com 4cm de dilatação, o que era pouco pelo tempo passado e por estar com a bolsa rota, por isso tive que tomar ocitocina sintética na veia, para aumentar as contrações, a dilatação e por consequência, as dores.
Daí em diante foram horas longas de passar, a maior parte do tempo fiquei sentada na bola em baixo do chuveiro com água quente escorrendo pelo corpo. Minha mãe que acompanhou todo o processo via em meu rosto a expressão do que estava sentindo e eu via nela sua aflição por pouco poder fazer para aliviar aquele momento.
Dentro de mim, algo dizia que era importante passar por essa dor, mas não sabia ao certo o que era, sei que por mais estranho que pareça, eu tinha vontade de passar por tudo isso.  Depois de vivida a experiência e ainda sem entender bem, lí num livro algo que fez bastante sentido:
"Para se conectar com partes muito escondidas de nosso ser, para investigar bem lá dentro e sair do tempo e espaço reais. Para entrar em um nível de consciência intermediário, um pouco fora da realidade. A dor permite que nos desliguemos do mundo pensante, percamos o controle, esqueçamos a forma, o correto. A dor é nossa amiga, nos leva pela mão até um mundo sutil, ali onde o bebê reside e se conecta conosco. Perdemos a noção de tempo e espaço. Para entrar no túnel da ruptura, é indispensável abandonar mentalmente o mundo concreto. Porque parir é passar de um estágio a outro. É um rompimento espiritual. e, como todo rompimento, provoca dor. O parto não é uma enfermidade a ser curada. É uma passagem para outra dimensão." (A maternidade e o encontro com a própria sombra - Laura Gutman).
Passadas 12 horas desde que tudo começou, o intensamente esperado momento chegou. Eu já não sentia mais forças nessa hora e sentia que não ia conseguir, foi quando a enfermeira falou, sabiamente: "Todas as mulheres dizem a mesma coisa nessa hora". Incrivelmente aquela frase teve um efeito estonteante, como se eu me unisse a força de todas as mulheres do mundo. Foi exatamente assim que me senti, como todas as mulheres do mundo! Feliz, conectada com Gaia, mas mesmo assim, ainda com muita dor. Uma outra sábia frase permitiu a liberação desse novo Ser, essa vinda agora de minha mãe: "Vem Isadora, sabendo viver, aqui é um lugar muito bom!". Era o que faltava...
E lá estava ela, milha linda filha! Exatamente ás 15h06, pesando 3045kg e 47cm, eis que rompe:
Isadora, a dádiva da lua!
Que sensação maravilhosa! Com poucos segundos depois do parto já estava ela mamando com toda vontade, junto ao colo da mamãe...
Eu estava exausta, ali mesmo onde estava permaneci por mais 6 horas, quase sem conseguir me mexer. Somente bem mais tarde conseguir unir um pouco de força para tomar um banho, ouvindo o chamado lá do fundo de mim mesma que minha filha precisava se nutrir e que eu não iria falhar.
Momentos depois eu já tinha ela nos meus braços e confesso, não houve estranhamento nenhum, foi amor a primeira vista! Em pouco tempo já estava provando esse sentimento lindo que só quem é mãe sabe dizer...
Bem-vinda Isadora! É tudo nosso!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012 - O ano da Lua

O ano de 2012, segundo o calendário perpétuo da Astrologia Solar, indica que estamos no ano da Lua, o 32º de um ciclo de 36 anos, que começou em 1981 e terminará em 2016, quando reinicia um novo período astral.

A Lua rege os valores femininos, a família e o lar, a liderança da mulher, da mãe, o crescimento das plantas, a agricultura, a sensibilidade, as marés e as mudanças, viagens, o sangue, a água e as bebidas, líquidos em geral, o plano das emoções e o fluxo dos negócios, das novidades e da economia. Se o Sol é o princípio masculino, ou ANIMUS, a Lua é o princípio feminino ou ANIMA.

A Lua, reflexo da luz solar, representa nossa infância, nosso lar materno e nossa mãe. É na infância que se forma e plasma nossa auto-imagem. O bebê se aconchega no útero materno, que é representado astrologicamente pela Lua, e dessa Lua ele depende para o seu desenvolvimento emocional e sentimental. É o elemento água, o leite, alimento que está representado na Lua. Assim que o bebê nasce, vai para o colo da mãe para receber calor, alimento e amparo. Se esta mãe o rejeitar, se ela lhe faltar, se ela não o alimentar, o bebê terá sérios problemas psicológicos na fase adulta, mesmo sem o saber conscientemente. De fato, a Lua representa o lado psíquico inferior, é formadora do EGO e faz parte da personalidade da pessoa. Os psicólogos sabem muito bem que os traumas da infância ficam escondidos no nosso subconsciente para sempre!

Mas, se a Lua representa a mãe, ela pode representar também a Terra, nossa mãe maior, aquela que nos alimenta, acalenta e acolhe, que nos dá a vida e que nos recebe na morte. O que terá a nos dizer essa Mãe Terra em 2012? Ela certamente continuará em seus ensinamentos, poderá nos mostrar todo o seu mal-estar do mesmo modo que faria uma mãe quando o filho não a obedece, e pega o mau caminho! Porém, tenho certeza, o fará com amor, no intuito de educá-lo e não de destruí-lo. A meu ver, ela, a Mãe Terra, procurará nos encaminhar para o caminho reto, de maneira que possamos continuar nossa evolução junto com ela. Não creio que ela se comportará como uma madrasta, talvez somente como uma mãe severa.
A Deusa da Noite, como é chamada a Lua, rege as mudanças, as emoções, as recordações e, desta feita, se entrarmos nesta sintonia poderemos nos tornar mais emotivos, nostálgicos e muito influenciáveis, desejosos de efetuar mudanças importantes em nossa vida.

Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=11518

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Chá de bebê - de onde surgiu???

‎"Nos velhos tempos, as bençãos do arquétipo da Mulher Selvagem eram transmitidas pelas mãos e palavras da mulher que auxiliava as mães mais jovens. Especialmente as mulheres que estão sendo mães pela primeira vez têm dentro de si, não uma velha experiente, mas uma mãe-criança. A mãe-criança pode ter qualquer idade, seja dezoito, seja quarenta, não importa. Toda nova mãe começa como mãe-criança. Ela tem a idade suficiente para procriar e tem bons instintos que a orientam corretamente, mas ela precisa da atenção de uma mulher mais velha, ou de várias mulheres, que basicamente lhe dê sugestões, estímulo e apoio no cuidado com os filhos. Durante muitos séculos, esse papel coube às mulheres mais velhas da tribo ou da aldeia. Essas "deusas-mães" humanas, que mais tarde foram relegadas pela religião ao papel de "madrinhas", compunham um sistema básico de nutrição de mulher-para-mulher que apoiava em especial as mães jovens, ensinando-lhes a alimentar, por sua vez, as psiques e as almas dos seus filhos. Quando o papel da deusa-mãe ficou mais intelectualizado, a "madrinha" passou a representar aquela que se certificava de que a criança não se afastaria dos preceitos da Igreja. Muito se perdeu nessa mudança.
As mulheres mais velhas eram os repositórios do comportamento e do conhecimento instintivo e podiam transmitir os mesmos para as jovens mães. As mulheres passam esse conhecimento de uma para a outra por meio de palavras, mas também por outros meios. Mensagens complexas acerca do que ser e de como ser são simplesmente transmitidas com um olhar, um toque com a palma da mão, um sussurro ou um tipo especial de abraço que diz "sinto carinho por você".
O self instintivo sempre abençoa e ajuda quem vem depois. É assim que funciona entre criaturas saudáveis e entre seres humanos saudáveis. Desse modo, a mãe-criança é levada pelo portal adentro, sendo acolhida pelo círculo de mães maduras, que lhe dão as boas-vindas com piadas, presentes e histórias.

Esse círculo de mulheres foi outrora o domínio da Mulher Selvagem, e era aberto a quem dele quisesse participar. Absolutamente qualquer uma tinha essa possibilidade. No entanto, tudo o que sobrou dele nos nossos dias é um farrapinho chamado "chá-de-bebê" em que são comprimidas no espaço de duas horas todas as piadas sobre partos — dons maternos e as histórias sobre os órgãos genitais, que não se encontrarão mais disponíveis para a mulher durante toda a sua vida de mãe."

Do livro "Mulheres que correm com lobos" (Clarissa Pinkola Estés)

Escolha do nome

Bem... sou uma mamãe libriana, portanto escolher o nome para minha filha foi um longo caminho, mas acho que cheguei a um nome bonito, forte e com significado e energia para representar bem a chegada da minha amada.

A princípio estava pensando em Ísis, porque desde antes da gestação tenho me afinado com a energia dessa deusa da mitologia egípcia, conhecida também como a deusa da lua, do amor restaurador, da fertilidade e também da maternidade. Mas o escolhido foi:


ISADORA
Nome de origem grega, que significa "Dádiva de Ísis", ou ainda "Presente da Lua".

Isadora foi uma sugestão do pai dela, que me chamou a atenção. Quando fui procurar o que significava, fiquei encantada com a conexão... Senti que foi pura sintonia e intuição, já que esse serzinho de luz foi concebido em resposta a um pedido bem profundo de minha alma, em busca do amor, em conexão com a lua...


O mito de Ísis e Osiris

Podemos começar a lenda de Ísis e Osíris com a separação do céu e da Terra. A deusa Céu Nut, com seu corpo cheio de estrelas, e o deus Geb foram separados pelo ar, Shu, ou o sopro da vida. De Nut e Geb surgiu uma poderosa prole, nas origens do mundo: Osíris e sua irmã gêmea Ísis, Set e sua irmã gêmea Neft.
Ísis e Osíris casados outorgaram à humanidade as artes. Ísis é considerada a deusa da tecelagem, do plantio, da música, dança e pintura. Osíris é considerado o deus da agricultura, da arquitetura monumental, da escrita, astronomia e da ritualística. Porém, na escuridão de uma noite fatídica, Osíris confundiu Neft com sua esposa e, desta união ilícita, nasceu o primogênito do deus chacal, a divindade Anúbis.
Set, obcecado pela vingança, preparou um sarcófago com o tamanho exato do irmão, e o ofereceu de presente numa festa. No momento em que Osíris se deitou nele, setenta e dois cúmplices entraram de repente, colocaram a tampa e fecharam o sarcófago para, em seguida, joga-lo no rio Nilo. Levado pela maré e arrastado até a costa da Síria, Osíris acabou chegando à praia de Biblos, onde imediatamente nasceu sobre o sarcófago uma tamareira.
Envolvendo o valioso esquife, a tamareira tornou-se tão bela e perfumada que encantou o rei sírio. Desta forma ele ordenou que, imediatamente, a cortassem para fazer do tronco um pilar em seu palácio.
A viúva Ísis pôs-se a procurar por toda parte seu esposo e, chegando a Síria, soube do pilar. Imediatamente o associou a Osíris. Conseguiu ser nomeada a ama do pequeno príncipe, filho do rei sírio, para estar próxima de seu esposo. Contudo, em seus momentos de dor, assumia a forma de uma andorinha, voava e chilreava tristemente em volta do pilar.
Certo dia, Ísis foi descoberta pela rainha síria, no exato momento em que cuidava de uma maneira bem peculiar de seu pequeno filho, numa espécie de ritual de purificação da criança. Neste momento suplicou que tirassem Osíris do pilar e que colocassem o esquife no barco real. Assim foi feito. Navegando para casa, ela abriu a tampa e deitou-se ao lado do esposo. Uma luz se fez presente e Ísis engravidou. Deste momento mágico, nasceria o Deus Hórus. Ísis escondeu o corpo de seu esposo nos pântanos de papiros no delta. Lá a deusa deu à luz o seu filho, o nascido da lótus, protegida por Amon-Rá, o criador e senhor da luz eterna, e Toth, o senhor da magia. Ela temia Set, que usurpou o trono do irmão e ameaçava se apropriar dela para servi-lo como rainha.
Porém, Set, numa noite de lua cheia, enquanto caçava javali nos pântanos do delta, deparou-se com o corpo de seu irmão. Irado, o dilacerou em quatorze partes, espalhando-as por todos os lados. Ísis, duplamente consternada, iniciou uma nova busca, acompanhada agora por sua irmã Neft e o menino chacal Anúbis. Os três procuraram Osíris por toda a parte e, auxiliados pelo faraó de Anúbis, encontraram treze partes do deus, com exceção de seu falo. O corpo de Osíris foi remontado e mumificado através da magia de Anúbis, no papel de sacerdote embalsamador.
Neste momento, Hórus já se tornara um esplêndido jovem. Sabendo de sua missão, o jovem deus trava uma luta sangrenta com o seu tio. Durante o combate, Hórus perde o olho esquerdo, mas também despojou seu tio de um testículo. O olho sacrificado de Hórus foi oferecido à múmia de seu pai, fazendo a deidade retornar a vida.
Com isso, Osíris passou a reinar para além do ciclo de vida e morte. Foi entronado como sendo o senhor e juiz dos mortos. E sua esposa, a deusa Ísis, tornou-se a grande senhora da magia, em todos os mundos.