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sábado, 10 de dezembro de 2011

Chá da Isa

Dia 27/11 fizemos o Chá de Bebê da Isa. Foi um momento delícia, onde tentamos trazer um pouquinho da essência desse encontro de gerações e celebramos o barrigão de 7 meses...

Convite: família, amigos... é so chegar!



E as atrações mais que especiais:


Ginástica rítmica com Karina e Valley

Uau! Elas arrasaram!
"Dá sua mão, dá sua mão"... um convite a todos participarem desse emocionante espetáculo...
Jú e Dani contando, cantando, tocando e pintando uma linda história

Conselhos de 7 sábias mulheres mães para a mãe criança que está nascendo

Oficina de pintura com terra com a Alice

Recadinhos e boas vibrações para Isadora

Os vovôs Rodolfo e Sonia


Os titios Marcos e Renata

As bisas Zenaide e Maria

E um montão de tia pra babar!!!

E olha que aqui é só o finzinho da festa...



Gratidão a todos pela presença e pelos presentes!

A Isa ficou tão feliz que ficou duas horas pulando na minha barriga na hora de dormir...


Não deu pra colocar foto de todo mundo aqui, mas saibam que estão nos nossos corações!!!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Chá de bebê - de onde surgiu???

‎"Nos velhos tempos, as bençãos do arquétipo da Mulher Selvagem eram transmitidas pelas mãos e palavras da mulher que auxiliava as mães mais jovens. Especialmente as mulheres que estão sendo mães pela primeira vez têm dentro de si, não uma velha experiente, mas uma mãe-criança. A mãe-criança pode ter qualquer idade, seja dezoito, seja quarenta, não importa. Toda nova mãe começa como mãe-criança. Ela tem a idade suficiente para procriar e tem bons instintos que a orientam corretamente, mas ela precisa da atenção de uma mulher mais velha, ou de várias mulheres, que basicamente lhe dê sugestões, estímulo e apoio no cuidado com os filhos. Durante muitos séculos, esse papel coube às mulheres mais velhas da tribo ou da aldeia. Essas "deusas-mães" humanas, que mais tarde foram relegadas pela religião ao papel de "madrinhas", compunham um sistema básico de nutrição de mulher-para-mulher que apoiava em especial as mães jovens, ensinando-lhes a alimentar, por sua vez, as psiques e as almas dos seus filhos. Quando o papel da deusa-mãe ficou mais intelectualizado, a "madrinha" passou a representar aquela que se certificava de que a criança não se afastaria dos preceitos da Igreja. Muito se perdeu nessa mudança.
As mulheres mais velhas eram os repositórios do comportamento e do conhecimento instintivo e podiam transmitir os mesmos para as jovens mães. As mulheres passam esse conhecimento de uma para a outra por meio de palavras, mas também por outros meios. Mensagens complexas acerca do que ser e de como ser são simplesmente transmitidas com um olhar, um toque com a palma da mão, um sussurro ou um tipo especial de abraço que diz "sinto carinho por você".
O self instintivo sempre abençoa e ajuda quem vem depois. É assim que funciona entre criaturas saudáveis e entre seres humanos saudáveis. Desse modo, a mãe-criança é levada pelo portal adentro, sendo acolhida pelo círculo de mães maduras, que lhe dão as boas-vindas com piadas, presentes e histórias.

Esse círculo de mulheres foi outrora o domínio da Mulher Selvagem, e era aberto a quem dele quisesse participar. Absolutamente qualquer uma tinha essa possibilidade. No entanto, tudo o que sobrou dele nos nossos dias é um farrapinho chamado "chá-de-bebê" em que são comprimidas no espaço de duas horas todas as piadas sobre partos — dons maternos e as histórias sobre os órgãos genitais, que não se encontrarão mais disponíveis para a mulher durante toda a sua vida de mãe."

Do livro "Mulheres que correm com lobos" (Clarissa Pinkola Estés)